sábado, 26 de julho de 2008

Deixa-me morrer

Vejo-te sentado
Fico triste
Por ver quem amei
Aos poucos morrer
Peço-te que te levantes
Mas não me houves
Refilas e argumentas
Pelo fruto do nosso amor
Imploro-te que reajas
Mas nem isso tem valor
E no silencio dizes-me
-Deixa-me morrer




Autoria de:

Fátima Oliveira
13-01-2007
Tu dizes que eu não sou nada
Tu dizes que eu não sei nada
Tu dizes que eu não valho nada
Tu dizes que eu não conheço nada

Eu digo que alguem eu sou
Eu digo que alguma coisa eu sei
Eu digo que alguma coisa eu valho
Eu digo que alguma coisa eu conheço

Olha para ti
E vê como és pobre
Pobre de espirito
Pobre de sentimentos
Tu dizes que me queres bem
Mas...

Tu dizes que eu não sou nada
Tu dizes que eu não sei nada
Tu dizes que eu não valho nada
Tu dizes que eu não conheço nada



Autoria de:

Fátima Oliveira
17-01-2007

Bolhinhas de sabão

Plup, plup
Blop, blop

Bolhinhas de sabão
Explodem do meu coração
Bolhinhas de sabão
No banho de imerção

Plup, plup
Blop, blop

Banhada em bolhinhas de sabão
Nesta noite de verão
Banhada em bolhinhas de sabão
Saboreando a nossa paixão

Plup, plup
Blop, blop




Autoria de:

Fátima Oliveira
20-01-2007
Eu escrevi a "Varina abençoada" para homenagear todas as varinas de Lisboa mas muito em especal para a mãe da minha queridissima amiga Cristina,

Varina abençoada

De madrugada
Antes de sair a porta
Abençoava os meus anjos
Pedia a Deus que me ilumina-se
Pedia a Deus força para a vida
E um ultimo olhar em redor
Lá ia eu para a lida
De cesta em punho
Lá ia eu pelas ruas de madragoa
Com a fé de quem prégoa
Pelas ruas de Lisboa
Com toda emoção
Gritava o meu prégão
Como se eu é que tive-se razão
Pensando nos meu anjinhos
Com aperto no coração
Deus ia abrindo os meus caminhos
Lá ia eu ganhando o meu pão


Com os trocos no avental
Corria pelas ruas de Lisboa
Corria pelas ruas de Madragoa
Abria a porta
Lá estavam, de sorrisos nos lábios
Sorrisos que pareciam Rios
Rios de esperanças
Fechava os olhos
E num segundo
O sacrificio era ignorado
Agradecia a Deus
Por tudo que me tinha dado


Autoria de:
Fátima Oliveira
05-04-2007

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Perto do meu coração

Dizes-me que estás longe
Mas sinto que estás perto
Perto do meu coração
Dizes-me que estás longe
Mas sei que estás a um quarteirão
vejo-te na multidão
quero-te alcançar
mas não consigo-te tocar
digo-te que estou aqui
digo-te que estou ali
para que me possas evitar
dizes-me que estás longe
mas sei que estás a um quarteirão
vejo-te na multidão
quero-te falar
quero-te abraçar
mas quero-te evitar
e tua a mentira aceitar
dizes-me que estás longe
mas sei que estás perto
perto do meu coração




Autoria de:

Fátima Oliveira
04-04-2007

Atendo o telefone


Atendo o telefone
E oiço a tua voz
Tenho tanto para te dizer
As palavras não me saiem da boca
Fico atordoada
Fico louca
Tu falas,
Eu fico calada
Oiço a tua voz
Dizes-me carinhos
Mandas-me beijinhos
Digo adeus
Desligo o telefone
E ficou tanto
por dizer




Autoria de:
Fátima Oliveira
22-01-2007

Amor eterno

Amor eterno
Eterno no viver
Vidas de outras vidas
Amor assim
Nem morte separa
O reencontro
A rencarnação
De um amor de paixão
Paixão revivida
Amor de outra vida
Amor desta vida

Assim que te vi
Eu fiquei louca
Por te voltar encontrar
Por te voltar amar
Eu fiquei louca
Por tu de mim não recordares
Eu fiquei louca
Por outra vez me galãnteares
Eu fiquei louca
Por mim outra vez te apaixonares



Autoria de:

Fátima Oliveira
05-02-2007

Amizade de amar

Tenho medo
Medo de por as mãos pelos pés
Contigo quero fazer tudo certo
Quero ser eu
Estar de coração aberto
Dar-te a minha sinceridade
Dar-te a minha amizade
Sabes...
Nos ultimos tempos
Aprendi a me amar
Aprendi a reconhecer os meus erros
E só assim poderei-me erguer
E poderei amar
Amar de verdade
Amar sem negociar
Amar com igualdade




Autoria de:

Fátima Oliveira
09-02-2007

ANGEL//LINA



Com olhar traquina
De menina que sabe o que quer
Radia a sua alegria
Espalha a sua sabedoria
Vai cantando a vida
E de todos é querida

Com olhar traquina
De mulher que sabe o que quer
Com tanto para contar
Com tanto para partilhar
A sua força de viver
É por todos evidente

Abençoada por Deus
E amada pelos seus
Vai cantando a vida
Com um olhar traquina
De mulher menina



Autoria de:

Fátima Oliveira
26-5-2007

Este poema foi escrito em homenagem a uma mulher guerreira, e que eu tive o prazer de conhecer e fazer parte da equipe que cuidou durante algum tempo.
É para si Dra. Angelina, onde quer que esteja.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Baralho da vida

Baralho
Bem baralhado
Parto e reparto
Á sorte tiro a carta
A carta da vida
Desejo uma vida farta
Não sei o que me vai sair
Irá o amor comigo florir?
Irá fortuna para mim sorrir?
E muita saude sentir?
Não sei se quero saber
Talvez não saberei o que fazer
A vida é uma avenida
Uma avenida com muitas transversais
O segredo é saber para qual é que vais




Autoria de:
Fátima Oliveira
23-01-2007

Coragem

Coragem é saber
Saber quando parar
Parar e voltar
Voltar ao ponto de partida
Coragem é admitir
Admitir que se pode voltar
Voltar ao ponto de partida
Coragem é saber
Saber recomeçar
Recomeçar antes da queda
Coragem é saber erguer
Erguer e voltar a caminhar
Caminhar na estrada da vida
Coragem é saber viver
Viver a vida em plenitude
Coragem é saber onde está a virtude


Autoria de:
Fátima Oliveira.
27-07-2007

Amo-te


Estou ansiosa
Por voltar a ver-te
Encontro marcado
Encontro desejado
É hoje que te vou dizer
Dizer-te o que sinto
Vejo-te chegar
Pronto para me amar
O meu coração aperta
O meu corpo desperta
A minha mente fica perturbada
Sinto-me desejada
Sinto-me mulher
Sinto-me apaixonada
E minha boca fica fechada
Mas, Juro
Juro quando te vir a próxima vez
Não será como da ultima vez
E tudo o que sinto te vou falar




Autoria de:

Fátima Oliveira
25-01-2007

Põe-me louca



Amor
Beija a minha boca
Abraça o meu corpo
Dá-me a tua ternura
Põe-me louca
Louca de paixão
Nossos corpos enlaçados
Na cama desalinhada
Transpiram a paixão
Na agonia do prazer
E com tanto amor por fazer
Amor
Põe-me louca
De tanto te amar



Autoria de:
Fátima Oliveira
07-02-2007

Talvez

Talvez, não sei...
mas talvez,
eu me arrependa
não sei...
mas não quero saber...
não quero saber...
daquilo que já sei...
há muito que sei,
o que sei
sei onde errei...
errei em não dizer
aquilo que sei
aquilo que sempre quiz dizer
dizer que sempre te amei
e talvez
eu me arrependa
de ter dito
dito aquilo
que
sempre te amei


Autoria de:
Fátima Oliveira
07/01/2008

Olhei o atlas

Olhei o atlas
Vi que somos grãos
Grãos de areia
Areia levada pelo vento
Vento que vira tempestade
Tempestade que vira brisa
Brisa calma
Calma a tempestade
Tempestade levada pelo vento
Vento revolta a areia
Areia de grãos
Grãos que somos
Somos o atlas
O atlas que olhei







Autoria de:
Fátima Oliveira
01-02-2007
PAI

Eu te implorei
Com a força do meu ser
Com todo o meu crer
Eu sei...
Que Tu me o emprestas-te
O querias de volta
Aceitaria se o leva-ses
Aos Teus pés me ajoelhei
Para Ti cantei
No desespero chorei
Vi a pureza da Tua Luz
A luz que me aconchegou
O teu amor em mim vibrou
E minha alma iluminou
Fizes-te o milagre da vida
Fizes-te o milagre do amor
Submiça agradeci
E Te adorei
E para Ti cantei






Autoria de:

Fátima Oliveira
01-02-2007

Enlaças-me nos teus braços
Fecho os meus olhos
Perdida nas tuas caricias
Oiço a musica do desejo
Quero-te dizer, não
E com o teu beijo
Perco a razão
Sei que não devo
Mas deixo que tudo aconteça
Bate forte o meu coração
Meu corpo por ti acariciado
Só tem uma solução
Amar-te!
Mas seja como for
Eu sei que não é amor...
É tudo uma ilusão
E que não tem valor









Autoria de:
Fátima Oliveira

11-01-2007

É muito bom


Quando te abracei a primeira vez
Foi muito bom
Senti o cheiro do teu corpo
Hum, que cheiro delicado

Quando te abraço
É muito bom
Oiço o bater do teu coração
E sinto a tua respiração
Olho nos teus olhos
Hum, que olhar tão inocente

É bom ver-te acordar
E com um grande sorriso
Vens-me abraçar
E dizes-me...
-Bom dia mamã



Autoria de:

Fátima Oliveira
10-01-2007

Terra cobiçada

MÃE

Fecho os olhos
E sinto o teu perfume
Perfume de terra selvagem.

Vejo o teu brilho dourado
na briza do teu horizonte.
Os teus adornos
São como joias preciosas
São ricas as tuas vestes
São as mais graciosas
Nelas os teus filhos protejes

Por todos és cobiçada
Minha Angola amada
Por todos és desejada








Autoria de
Fátima Oliveira
15-01-2007

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Grito Surdo

tu estás
tu não estás
tu ficas
tu vais
estou acompanhada
acompanhada com a solidão
companhia calada
grito por ti
por um pouco de paixão
um grito surdo
um grito de compaixão
solidão que mata
apunhala o meu coração
por cada traição
morre um pouco
com tanta solidão
tu estás
tu ficas
tu vais
e fica a solidão

Autoria de Fátima Oliveira