sábado, 26 de julho de 2008

Varina abençoada

De madrugada
Antes de sair a porta
Abençoava os meus anjos
Pedia a Deus que me ilumina-se
Pedia a Deus força para a vida
E um ultimo olhar em redor
Lá ia eu para a lida
De cesta em punho
Lá ia eu pelas ruas de madragoa
Com a fé de quem prégoa
Pelas ruas de Lisboa
Com toda emoção
Gritava o meu prégão
Como se eu é que tive-se razão
Pensando nos meu anjinhos
Com aperto no coração
Deus ia abrindo os meus caminhos
Lá ia eu ganhando o meu pão


Com os trocos no avental
Corria pelas ruas de Lisboa
Corria pelas ruas de Madragoa
Abria a porta
Lá estavam, de sorrisos nos lábios
Sorrisos que pareciam Rios
Rios de esperanças
Fechava os olhos
E num segundo
O sacrificio era ignorado
Agradecia a Deus
Por tudo que me tinha dado


Autoria de:
Fátima Oliveira
05-04-2007

2 comentários:

Anónimo disse...

Esse poema é a vida de todos que com sacrificio vivem suas vidas, uma enfase sentimental, que nos inpulsiona, sempre acompanhados da fé, alias de coragem e amor pelos que dependem de nosso suor......um bejão Fatima e continue assim traçando as linhas do seu pensamento e mergulhando no seu coração.....

Fátima Oliveira disse...

eu quero agradecer o comentário do leitor anónimo, que não é mais do que o meu querido amigo Edson.
Obrigada mano, pelo teu carinho!